Silêncio

“E, respondendo Jesus, disse-lhes: Digo-vos que, se estes (discípulos) se calarem, as próprias pedras clamarão” (Lucas 19.40).

A Igreja de Cristo, ao longo de sua existência, jamais ficou em silêncio, mesmo durante a época áurea do comunismo em todo o mundo, principalmente, na Rússia. Durante as grandes perseguições à Igreja, nos primeiros séculos, milhares pagaram com suas próprias vidas por professarem a fé no Senhor Jesus e, por isso, famílias inteiras foram dizimadas. As mortes dos cristãos foram as mais cruéis já vistas até hoje. Mesmo assim, não permaneceram em silêncio, mas pregaram o evangelho por amor a Deus e obediência à palavra. Hoje, a Noiva de Cristo parece trilhar um caminho sem grandes perigos e molestações. Os oponentes, usando a velha tática da boa vizinhança, preferem dizer que são “amigos do evangelho” a se levantarem, ostensivamente, contra o grupo evangélico ou “protestante” como os crentes em Jesus Cristo são chamados ao longo dos séculos. O silêncio tem incomodado a própria comunidade cristã. Poucos são os que rompem essa barreira e pregam com ousadia o evangelho da paz. O mundo está morto em seus pecados, “jaz no maligno” e muitos há que estão em silêncio, evitando proclamar as boas novas de alegria, que se constitui na mensagem salvadora capaz de levar o homem de um extremo ao outro, proporcionando-lhe paz, felicidade, esperança, alegria, salvação etc. O silêncio, nesses momentos que antecedem a vinda de Cristo, só serve para fazer proliferar as seitas e doutrinas falsas. Satanás tem se aproveitado desse momento sombrio para instalar o seu reino e difundir sua doutrina maléfica. Não podemos nos calar jamais. Devemos pregar o evangelho a tempo e fora de tempo, procurando levar o esclarecimento da verdade a toda criatura. Meu apelo é para que você e eu, juntos, não nos calemos. Devemos pregar, ensinar, divulgar os feitos de Cristo e fazer discípulos, pois é uma ordem dEle: “Toda autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século” (Mateus 28.18-20).

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Refugiando-se em Cristo

“Fala aos filhos de Israel, dizendo: Apartai para vós as cidades de refúgio, de que vos falei pelo ministério de Moisés” (Josué 20.2).

Deus sempre se preocupou com o homem, não só quando ele estava no Jardim do Éden, mas também, quando este pecou e foi expulso de Sua presença. Deus amou o homem e providenciou o escape todas às vezes que ele necessitou de ser ajudado, amparado e liberto de alguma amarra espiritual. As cidades refúgio eram em número de seis e foram construídas para abrigar os israelitas que por ventura, acidentalmente, viesse a matar outro, então podia fugir imediatamente para a cidade de refúgio mais próxima e ali escaparia da vingança dos familiares ou amigos do morto. Na cidade refúgio o homicida estava seguro das consequências do seu ato. Em Cristo você está salvo da fúria de Satanás. As cidades refúgio simbolizam a pessoa de Jesus Cristo, nosso Salvador eterno, que nos acolhe e de maneira alguma nos lançara fora de Sua presença. Três cidades ficavam de um lado e três do outro, do rio Jordão. Elas chamavam-se de, Cades, Siquém, Hebron, Bezer, Ramote e Golam. Cada uma delas tinham um significado hebraico: Cades (Santo), Siquém (Ombro), Hebron (Comunhão), Bezer (Fortaleza), Ramote (Exaltado) e Golam (Gozo). Jesus Cristo é o perfeito refúgio de sua igreja aqui na terra. Somente Ele é quem tem o poder para salvar o homem da ira de Deus, protegendo-o com o Seu precioso sangue. As cidades de refúgio apontam para a gloriosa misericórdia do Senhor Deus, o qual “amou o mundo de tal maneira que deu seu Filho Unigênito para que todo aquele que nele creia não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3.16). O rei Davi em um dos seus belíssimos cânticos disse do profundo da sua alma: “Deus é o meu refúgio, nele confiarei, o meu escudo e a força de minha salvação, o meu alto retiro e o meu refúgio. O meu Salvador, da violência me salvaste” (2 Sm 22.3). Davi compôs muitos hinos de louvor a Deus e em muitos deles ele reconheceu que o Senhor é um alto refúgio e socorro bem presente, diz ele: “O Senhor é o meu rochedo e o meu lugar forte, e o meu libertador, o meu Deus, a minha fortaleza, em quem confio, o meu escudo, a força da minha salvação e o meu alto refúgio” (Salmos 18.2). Fazendo uma comparação tipológica das cidades refúgio com a pessoa de Cristo temos: Cades, onde Jesus é refúgio para o impuro de coração. Para aquele que está mergulhado no mundo de pecado e de dor. Cades é Santo, é Puro, é Imaculado. Siquém, Jesus é refúgio para aquele que se acha cansado e oprimido. Jesus disse, “Vinde a mim todos vós que estais cansados e oprimidos e eu vos aliviarei” (Mt 11.28). Siquém é Ombro em hebraico. Permita que o Senhor Jesus lhe conduza às águas tranquilas, lhe ponha em seus ombros e lhe renove suas forças e lhe acrescente a fé. Hebron é outra cidade refúgio, cujo significado é comunhão. Talvez você esteja longe do aprisco, distante da presença de Deus, como alguém que está afastado do caminho da salvação, porém, em Hebron você encontrará repouso, pois Cristo quer que você tenha comunhão com Ele. Bezer é a quarta cidade refúgio e o seu significado é de muita valia para nós, igreja do Senhor. Em hebraico significa fraco. Jesus Cristo é e sempre o foi refúgio para todos quantos se acharem fracos, desanimados, à beira do abismo, ao ponto de fazer naufrágio da fé. Jesus Cristo é refúgio para os que se acham incapazes de prosseguir na fé cristã. Não permita que o diabo lhe tente e lhe derrote. Saiba que o nosso Deus é quem nos garante a vitória, e maior é o que está em nós do que o que está no mundo. Se você encontra-se nesse estado de fraqueza, saiba que Jesus é a nossa Bezer. Corra para Ele hoje mesmo. Bezer é refúgio para todos quantos estão em estado de fraqueza espiritual. Ramote é a penúltima cidade refúgio e tem um significado muito importante que é Exaltado. Muitos não conseguem levar uma vida tranquila, mas se desesperam por qualquer motivo, ou seja, entram em desespero e esquecem que o Senhor Jesus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na hora da angústia. A esperança do mundo não é uma esperança confiável, mas Jesus Cristo é a esperança verdadeira. Em seu nome os crentes habitarão seguro. Paulo diz: “Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em caridade” (Ef 1.4). Porquanto, continua ele: “E nos ressuscitou juntamente com Ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus” (Ef 2.6). Ramote é refúgio para todos os desesperados e aflitos de espírito. E por fim, a cidade refúgio de Golam, cujo significado é Gozo, alegria inefável. Se você está passando por algum tipo de tribulação, angústia profunda, depressão, grande tristeza, saiba que Jesus Cristo é refúgio para vocês todos. Corra hoje mesmo para a cidade de Golam, você que se acha nesta provação, nesta luta e nessa situação tão desconfortante. Golam é refúgio para todos os que estão neste contexto de vida. Corra para os pés de Jesus! Cristo é refúgio da igreja que luta e batalha sempre por um dia melhor e mais alegre. Estamos à beira do arrebatamento da igreja e até lá, passaremos por situações difíceis, onde teremos que lutar dia após dia contra as hostes da maldade. Cristo é o refúgio seguro. Se alegre no Senhor, pois Ele te elegeu desde a fundação do mundo e está apto para te dá total vitória. Em Cristo, o que crer tem segurança, santidade, paz, alegria, unção e poder. Nele encontramos descanso, comunhão e gozo para a alma. Cristo está simbolizado nas cidades de refúgio, logo, chegue-se a Ele antes que seja tarde demais. Amém!