Uma grande libertação abordo

“E, quando desceu para terra, saiu-lhe ao encontro, vindo da cidade, um homem que, desde muito tempo, estava possesso de demônios e não andava vestido nem habitava em qualquer casa, mas nos sepulcros” (Lucas 8.27).

Estávamos atracados no porto de “Fort Lauderdale”, na Flórida. Estava deitado na coberta e os ânimos do pessoal estavam alterados, também, não era pra menos, eles haviam chegado de Miami e compraram muitas novidades e todos estavam “arejando as suas goiabas” (termo que significa, no linguajar marinheiro, testar os objetos comprados), uns estavam tristes, aborrecidos, pois teriam que voltar à loja, porquanto o material adquirido deu defeito. Outros felizes da vida e quando era som o ambiente ficava sonoramente poluído… Bem próximo de mim tinha um marinheiro por nome Jairson que ouvia músicas eróticas. Ele era um jovem que bebia muito e em cada porto comprava livros e revistas pornográficas para colecionar, o seu dinheiro ia embora com essas coisas… Estava com sono, queria dormir e o moço empolgado com seu novo “Sansui”, aparelho três em um de última geração na época. Pedi-lhe para ele reduzir o volume por duas vezes, mas foi mesmo que nada, então apelei para o céu. Imediatamente, sentei no beliche e disse para Deus: Senhor manda um anjo que danifique esse equipamento para eu poder dormir tranquilo. O pedido foi atendido de imediato, só percebi quando o Jairson esbravejou pela coberta (lugar onde dormem os marinheiros), “xingando, do ronda ao contra-mestre” (expressão marinheira que significa desabafar geral). O moço ficou fora de si … o Cabo que cuidava da parte eletrônica do navio, após chamado, disse-lhe: Jairson, não sei porque não funciona, acho melhor levá-lo à loja onde você o comprou. O Jairson obedeceu… Na volta de Miami, enquanto ele ligava o som me aproximei cumprimentei-o e falei sobre o som, então, ele me disse que na loja o som funcionou perfeitamente, e não detectaram nenhum defeito. Ali na coberta ele ligou novamente e o som não funcionou. Percebi a tristeza no rosto do Jairson, então lhe disse: O seu som esta perfeito amigo. Desligue-o. Ele assim o fez. Em espírito fiz uma oração. Coloquei a mão sobre o aparelho e quando ele religou, o mesmo funcionou perfeitamente. O susto que o Jairson tomou foi grande, todavia a alegria era muito maior. Apenas me limitei a dizer-lhe: um dia você compreenderá tudo, estarei orando por sua salvação… Passaram-se algumas semanas e o navio já estava na Europa. Navegávamos no mar do Norte. Estávamos chegando à Londres… Na mesa estavam os irmãos Paulo, Derlano e o Fabio. Na mesa ao lado alguém se levantou e me disse: não consigo ler o meu livro, está me dando uma coisa esquisita no meu corpo. Era o Jairson, estava lendo um romance pornográfico. Disse-lhe: estou ministrando a Palavra de Deus. Se você quiser participar venha para cá, sente-se conosco…  Alguns minutos depois eu disse ao irmão Paulo: varão, segure a mão do Jairson. Senti que o demônio queria se manifestar nele ali e seria um escândalo para os evangélicos abordo. Ele foi ficando mais agitado, então, virando-me para o Jairson exclamei: você quer ser totalmente liberto dessa pressão que você está sentindo? Ele disse que sim. Convidei o irmão Paulo, e saímos com o Jairson para o “castelo” (também conhecido como bico de proa). Quando lá chegamos o irmão Paulo começou a orar por ele e foi ai que ele correu em direção a borda do navio, ele ia se jogar no mar… Dias depois: – tenho algo para te falar. – Então diga. E foi ai que ele me relatou o seguinte: – irmão Orcélio, desde aquela noite em que fui liberto e aceitei a Cristo como meu Salvador que não senti mais vontade de beber. Encerrei minha conta no bar e agora sou uma nova criatura… – Jairson não perdia mais os estudos bíblicos, nem os cultos diários. Ele agora era um novo homem, as coisas velhas haviam se passado e eis que tudo se fez novo em sua vida, gloria a Deus. A vida do Jairson eu traduzi como sendo uma grande libertação abordo.

Esse relato é comovente e edificante. Caso o amigo e irmão deseje ler todo ele na íntegra, é só adquirir o livro Avistei o Farol. Entre em contato comigo pelos telefones (61) 9551-9827 (claro) ou (61) 8195-1942 (TIM) e ainda (61) 3242-4456, email orcelio.orcelio@gmail.com e farei o possível para que o livro chegue em suas mãos, uma vez que você não o encontrará, ainda, nas principais livrarias nacionais.

Espalhando toalhas molhadas no chão

“Tu os levas como corrente d’água; são como um sono; são como erva que cresce de madrugada” (Salmos 90.5).

Outro dia, lendo um artigo sobre o sonambulismo, que, segundo os especialistas no assunto, trata-se de uma alteração em determinada fase do sono que permite que a pessoa realize atos num estado intermediário entre o sono e a vigília (estar completamente despertado). O autor dizia que não é aconselhável acordar o sonâmbulo. É recomendável que se estenda toalhas molhadas no chão para que o tal, pisando-as, acorde espontaneamente. Refletindo sobre o assunto, procurei raciocinar tomando como base as palavras de Moisés, quando cantou esse belíssimo Salmo, alertando-nos sobre o fato de a vida ser passageira, curta, sendo os nossos dias como um sono ou como a erva que cresce de madrugada. Diante desse relato bíblico sobre a transitoriedade da vida, alerto meus queridos irmãos e leitores, principalmente ao “sonâmbulo espiritual” – aquele que anda, conversa, e até participa de alguns trabalhos da igreja, mas não acorda para a realidade – que seu estado espiritual é como se estivesse sonhando, e assim ele vai levando a vida, segundo o desejo do seu próprio coração. O sábio rei de Israel nos deixa um alerta: “Lembra-te do teu Criador nos dias da tua Mocidade, antes que venham os maus dias, e cheguem os anos dos quais dirás: não tenho neles prazer” (Ec 12.1). “Não há constatações de que o sonâmbulo, quando despertado, possa vir a sofrer algum dano”, assim afirma o autor. Paulo assim se expressou aos Efésios: “… desperta, tu que dormes… e Cristo te esclarecerá” (Ef 5.14). Para acordar o “sonâmbulo espiritual”, não precisa espalhar toalhas molhadas no chão como fazem os familiares preocupados com aqueles que sofrem deste mal. Deve espalhar no chão do coração a palavra de Deus, a fim de ser despertado, renovado, avivado e novamente voltar a ser um “braço forte do Senhor”. Despertai, despertai enquanto é dia! Caso contrário, sofrerá, sim, algum tipo de mal!

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Habacuque, o profeta da fé

“Porque ainda que a figueira não floreça, nem haja fruto na vide, ainda que decepcione o produto da oliveira e os campos não produzam mantimento, ainda que as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos currais não haja gado, todavia, eu me alegrarei no Senhor, exultarei no Deus da minha salvação” (Hc 3.17,18).

A mente finita do homem não pode penetrar a mente infinita do Deus todo poderoso e Eterno. As circunstâncias adversas que abatem sobre nós são permitidas por Deus com um fim proveitoso. Paulo assim se refere em Romanos 8.28 “E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito”. Nas horas difíceis, quando tudo está contra nós, quando os vendavais da vida só têm uma direção, o meu e o seu coração, a fé nessa hora é de fundamental importância. Deus ama aquele que não se entrega à primeira dificuldade, mas resiste com fé. Jesus disse: “E por se multiplicar a iniquidade o amor de muitos esfriaria” (Mt 24.12). Este é o tempo de que Jesus falou em seus sermões, todavia, para vencermos as adversidades da vida é preciso ter fé. Nos dias do profeta Habacuque havia uma crise generalizada. Faltava mantimento, por sua vez a agricultura, de onde poderia vir os frutos para a economia, estava em crise, pois as principais árvores capazes de beneficiar o povo não davam mais os seus frutos. O campo estava destruído e faltava o alimento para o gado. O reflexo desse problema repercutiu na vida espiritual do povo. Havia um desânimo enorme no seio do povo de Israel. O profeta se lamenta e contempla preocupado a situação caótica em que vivia os seus irmãos: “Vi as tendas de Cusã em aflição; tremiam as cortinas da terra de Mídia” (Hc 3.7). Deus poderá até tardar, porém não falha. Diante de uma forte dificuldade é melhor confiar em Deus, do que nas promessas do inimigo. É preciso que você e eu entendamos os desígnios de Deus: “obre a minha guarda estarei, e sobre a fortaleza me apresentarei e vigiarei, para ver o que falará a mim, e o que eu responderei quando eu for arguido” (Hc 2.1). Não faça naufrágio da fé, mas creia no Senhor Jesus.