Quem não perdoa não é feliz e não sabe amar!

“E, a quem perdoardes alguma coisa, também eu, porque, o que eu também perdoei, se é que tenho perdoado por amor de vós o fiz na presença de Cristo, para que não sejamos vencidos por Satanás” (2 Co 2.10).

“Há coisas em nossas vidas que não se podem perdoar!”- disse uma jovem crente ao seu pastor, por ocasião do aconselhamento pastoral. O reverendo, ao ouvi-la atentamente lhe respondeu: “Se realmente há coisas que não se podem perdoar, então, há pecados que o Cordeiro de Deus, Jesus Cristo, não pode jamais apagar”. Ora, o sacrifício de Cristo foi um ato único, pensado, planejado e aceito por Deus Pai. O sangue de Cristo é a razão de estarmos vivos e firmes à espera do noivo, Jesus. O sangue de Cristo tem poder para purificar todo e qualquer pecado do homem. Assim, não existe pecado que o sangue de Cristo não possa apagar. Todavia, a blasfêmia contra o Espírito Santo é o único pecado para o qual não há perdão (“Qualquer, porém, que blasfemar contra o Espírito Santo, nunca obterá perdão, mas será réu do eterno juízo” –  Mc 3.29). Quando a pessoa ofendida libera o perdão e a pessoa ofensora reconhece o seu erro, ambas passam a desfrutar das bênçãos de Deus retidas por falta de perdão. Duas são as causas que têm impedido as pessoas de serem felizes, de terem comunhão entre si e com Deus: a falta da liberação do perdão e a falta de se pedir perdão. O perdão é uma lei espiritual e talvez a mais importante para se viver feliz em todo o conjunto de ordenanças e mandamentos contidos nas escrituras sagradas. Não aprisione a sua felicidade e a de seu próximo! Libere o perdão imediatamente. Não é vergonhoso pedir perdão. Vergonhoso é deixar de ser feliz quando conhecemos o caminho da felicidade e não optamos por ele. O perdão ensinado por Cristo, às vezes, vem associado a outras bênçãos de ordem material ou espiritual. E é esse fato que faz o perdão valioso e importante para restaurar a felicidade, pois ele coloca o homem em plena comunhão com seu semelhante e em plena sintonia com o Espírito Santo. Fruto dessa associação, a Bíblia registra inúmeras situações: O paralítico de Betesda que obteve a cura e a libertação quando recebeu de Cristo o perdão para os seus pecados (Jo 5.7-14); o patriarca Jacó, quando perdoou seu irmão Esaú, passou a ter uma vida mais tranquila e feliz, tornando-se uma pessoa muito rica e próspera materialmente falando, além de ter o seu nome trocado para Israel, após uma luta com o anjo no Vale de Jaboque (Gn 32.26-32; 33.4); o ladrão da cruz que, além de ser perdoado, obteve a salvação imediata e o livramento da perdição eterna (Lc 23.43); Zaqueu, o publicano, sentiu um alívio no seu coração, uma paz de espírito após receber de Cristo o perdão e as promessas messiânicas feitas a Abraão em Cristo Jesus (Lc 19.8-10); o perdão do pai ao filho pródigo que, depois de perder todos os seus haveres, foi reconduzido ao seio da família e com todos os direitos e privilégios de filho. A Bíblia ainda registra inúmeros casos de pessoas que foram perdoadas e, por isso, grandiosas bênçãos lhes foram conferidas, porém, não vou aqui relatar. Apenas quero deixar claro que o apóstolo Paulo, na passagem em lide, perdoou ao irmão faltoso e levou a igreja a perdoar a ele também ainda que, depois, ele cumpriu uma rigorosa punição por parte dos anciãos da igreja de Corinto. Sabedor de todas essas maravilhas provenientes do perdão, te pergunto: Você ainda resiste a não perdoar ao seu próximo? Mesmo sendo você o ofendido, procure o ofensor, reconcilie-se com ele e passe a desfrutar da felicidade completa! Quem não perdoa não é feliz e não sabe amar!

Caso o amigo e irmão deseje ler toda a Coleção Nas Asas do Espírito, Principalmente o Volume II, de onde foi tirado este texto, ou o livro Avistei o Farol, onde narro parte de minha vida secular, ou seja, testemunhos que me ocorreram na minha trajetória na Marinha do Brasil, entre em contato comigo e adquira todos os livros por um preço espetacular, é só fazer contato pelos telefones (61) 9551-9827 (claro) ou (61) 8195-1942 (TIM) e ainda (61) 3242-4456, email orcelio.orcelio@gmail.com e farei o possível para que os livros cheguem em suas mãos, uma vez que você não os encontrará, ainda nas principais livrarias nacionais.

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Não Andeis Desorientados!

“Então, Faraó dirá dos filhos de Israel: Estão desorientados na terra, o deserto os encerrou” (Ex 14.3).

O verbo transitivo desorientar tem um significado distinto: fazer perder, ou perder o rumo, a direção. Conviver com um avanço tecnológico continuamente variável, onde os produtos lançados no mercado em um mês tornam-se obsoletos no mês seguinte, deixa qualquer ser humano desnorteado, ou melhor, sem direção. Minha orientação aos diletos irmãos em Cristo é para não deixarem se envolver com os negócios desta vida, onde todo e qualquer embaraço poderá ser capaz de fazer-lhe mudar ou perder de vez o rumo, o alvo, os objetivos tanto materiais como espirituais, estes últimos devem ser preservados para a eternidade. Para isso, requer um sacrifício e um esforço ainda maior em prol de mantê-los firmes até a vinda de Jesus Cristo. Ele mesmo orienta: “Guarda bem a tua coroa para que ninguém a tome”. A Bíblia é uma grande fonte de orientação para o cristão. É como se fosse uma bússola para o navegador. Quando te sentires desnorteado, sem saber que rumo tomar na vida, lembre-se que a Palavra de Deus é rica e eficaz, capaz de fazer você, novamente, dar 180 graus e mudar de rumo e tomar a decisão mais acertada, capaz de suavizar seu sofrimento e lhe dar novo ânimo para continuar na batalha. Faça um balanço hoje mesmo e veja se o rumo que você está seguindo te conduzirá verdadeiramente ao sucesso, ao êxito ao porto desejado para que possas com alegria atingir seus objetivos. Veja se essa decisão que você irá tomar ou está tomando lhe trará felicidades em vez de um grande aperto no coração, veja também se essa postura que você tem tomado te leva cada vez mais à presença de Cristo ou mesmo ao alcance dos objetivos espirituais, os quais o Espírito Santo já tem te falado e orientado. Não andeis desorientados!

Homem, que espírito é esse que habita em ti?

“Porém o meu servo Calebe, porquanto nele houve outro espírito, e perseverou em seguir-me, eu o levarei à terra em que entrou, e a sua descendência a possuirá em herança”(Números 14.24).

No capítulo quatorze o povo de Israel murmurou contra Moisés e contra o sumo sacerdote Arão. Eles choraram só em pensar nas possíveis incertezas, no futuro das suas famílias, na impiedade dos povos que iriam enfrentar, em fim, o povo havia perdido a fé na promessa feita por Deus a Abraão.  A incredulidade e o afastamento de Deus fez com que o povo tivesse medo, muito medo de tudo e de todos. A murmuração foi o caminho mais curto para expressar a indignação, insatisfação e a falta de esperança contra a pessoa de Moisés que intercedia dia e noite diante de Deus, para que Este não destruísse o povo. Eles queriam um líder para voltar ao Egito. Eles tremiam toda vez que pensavam no relato que ouviram dos dez espias sobre a terra e os povos de Canaã. Nem as boas palavras de ânimo proferidas por Josué e Calebe foram capazes de apaziguar os ânimos das tribos: “5. Então Moisés e Arão caíram sobre os seus rostos perante toda a congregação dos filhos de Israel. 6. E Josué, filho de Num, e Calebe filho de Jefoné, dos que espiaram a terra, rasgaram as suas vestes. 7. E falaram a toda a congregação dos filhos de Israel, dizendo: A terra pela qual passamos a espiar é terra muito boa. 8. Se o Senhor se agradar de nós, então nos porá nesta terra, e no-la dará; terra que mana leite e mel. 9. Tão somente não sejais rebeldes contra o Senhor, e não temais o povo dessa terra, porquanto são eles nosso pão; retirou-se deles o seu amparo, e o Senhor é conosco; não os temais. 10. Mas toda a congregação disse que os apedrejassem; porém a glória do Senhor apareceu na tenda da congregação a todos os filhos de Israel. (Números 14.1-10). Homem, que espírito é esse eue habita em ti? Foi Deus quem enalteceu a Calebe: “Porém o meu servo Calebe, porquanto nele houve outro espírito, e perseverou em seguir-me, eu o levarei à terra em que entrou, e a sua descendência a possuirá em herança” (Números 14.24). O espírito de Josué e Calebe eram diferentes dos demais espias que com eles foram espiar a terra. Analisemos somente Calebe. Calebe tinha um espírito diferente, ou seja, seu caráter e fé eram bem diferentes dos demais espias. Calebe tinha disposição para lutar, ele cria de todo coração no Deus de Israel. Não saia de sua mente os feitos do Senhor. Ele lembrava constantemente dos milagres ocorridos no deserto, à abertura do Mar Vermelho, da rocha que jorrou água e das águas margas que se tornaram doces. Calebe perseverou em seguir ao Senhor e trouxe uma palavra de ânimo para o povo, levando a todos a confiarem em Deus, diferentemente dos dez espias que fizeram o contrário: “Mas meus irmãos, que subiram comigo, fizeram derreter o coração do povo; eu porém perseverei em seguir ao Senhor meu Deus.”. Calebe tinha um caráter nobre, exuberante e disciplinado. Calebe era obediente ao seu líder Moisés e ao sumo sacerdote Arão. Calebe trabalhou ao lado de Josué de maneira correta e em todos os dias de sua vida foi fiel à liderança de Moisés, de modo que Deus fez menção de seu nome. Calebe foi um homem honesto: “Quarenta anos tinha eu, quando Moisés, servo do Senhor, me enviou de Cades-Barnéia a espiar a terra; e eu lhe trouxe resposta, como sentia no meu coração; Mas meus irmãos, que subiram comigo, fizeram derreter o coração do povo; eu, porém perseverei em seguir ao Senhor meu Deus.” – Josué 14.7,8. Ele não teve ódio dos dez espias que com ele foram espiar a terra e que ao voltarem assustaram o povo, mas os chamou de irmãos demonstrando assim amor fraternal: “Mas meus irmãos, que subiram comigo, fizeram derreter o coração do povo; eu porém perseverei em seguir ao Senhor meu Deus.” – Js 14.8. Calebe, filho de Jefoné, foi um homem diferenciado, ele tinha um espírito diferente, confiava em Deus e era destemido. Foi um valoroso soldado, que não tinha medo de enfrentar o inimigo, mesmo que fossem os gigantes da terra: “Então Calebe fez calar o povo perante Moisés, e disse: Certamente subiremos e a possuiremos em herança; porque seguramente prevaleceremos contra ela” – Números 13.30. Calebe tinha a Fé diferente dos demais espias, ele creu na promessa feita a Abraão, a conquista da terra que manava leite e mel. Por isso ele recebeu um galardão diferenciado, a terra de Hebron, para ele e sua família.

Forte como um Casluim

“E Mizraim gerou a Ludim, e a Anamim, e Leabim, e a Naftuim, e a Patrusim, e a Casluim (donde saíram os filisteus) e a Caftorim” (Gênesis 10.13,14).

Há momentos em nossas vidas que o desânimo e a fraqueza parecem que são os governantes de nossos corpos. Fraqueza no sentido de sentir-se desestimulado em prosseguir avante, não ter força para lutar por nossos próprios objetivos. Acabamos em desvanecer na esperança de alcançar o que já fora até mesmo projetado e armazenado pela fé no profundo do coração. É o famoso desfecho, ou seja, “joga tudo no mar!”, não quero mais lutar absolutamente por mais nada. É acaba se isolando de tudo e de todos. Atitude que o inferno inteiro gosta de prestigiar naqueles que acabam “chutando o balde”. Eu fico bastante feliz quando vejo alguém tirar água de um poço com pouquíssima água; escalar uma montanha tendo somente uma perna; atravessar um largo rio somente com a disposição, em fim, vencer as batalhas quando todas as circunstâncias lhe são desfavoráveis. Ganhar medalhas de ouro com deficiências em várias partes do corpo, em fim, eu vibro por dentro quando vejo em alguém atitudes de superação. Mesmo que tudo esteja dando errado e sem perspectiva de ser concretizado, ainda assim a pessoa luta até o fim, sem desanimar jamais. Fico deveras contente, radiante quando alguém se mostra forte, mesmo quando as forças já estejam quase se esvaindo de seu puro vigor, assim como fez Calebe diante de seus adversários: “Então, Calebe fez calar o povo perante Moisés e disse: Subamos animosamente e possuamo-la em herança, porque, certamente, prevaleceremos contra ela” (Nm 13.30) e na idade de 85 anos disse Ele novamente: “E, ainda hoje, estou tão forte como no dia em que Moisés me enviou; qual a minha força então era, tal é agora a minha força, para a guerra, e para sair e para entrar” (Js 14.11). Casluim foi um descendente de Noé e seu nome em hebraico significa fortificado, cheio de força e vigor. É tudo que precisamos para vencer as batalhas que travamos no dia a dia com o inimigo de nossas almas: ser fortificado em tudo. Da descendência de Casluim vieram os filisteus, e sabemos perfeitamente que os filisteus foram guerreiros valentes, não desanimavam diante das circunstâncias adversas, o povo de Israel que o diga. É preciso que cada um de nós atente bem para sua vida espiritual e procure se fortalecer na graça e no conhecimento da Palavra de Deus. Não desista ao primeiro sinal de derrota, o importante não é ser abatido, mas ganhar a guerra. Essa peleja, Cristo já ganhou por nós, na cruz do calvário, agora, é só nos firmamos na fé e conquistarmos o que ainda resta, tendo sempre à certeza que o Espírito Santo está ao nosso lado para nos ajudar. Seja forte como um Casluim. Não esmoreça jamais. Siga em frente e o Senhor será contigo: “…eis que estou convosco todos os dias…”.

Forte como um carvalho, oh glória!

“Abraão armou as suas tendas, e veio e habitou nos carvalhais de Manre, que estão junto a Hebrom; e edificou ali um altar ao Senhor” (Gênesis 13.18).

Dentre as árvores mais exuberantes da Palestina, o Carvalho é a que ocupa o primeiro lugar entre elas, principalmente, pela longevidade. De igual modo, o crente fiel, arraigado no temor e na santidade do Senhor Jesus Cristo, também, terá vida longa, ou melhor, vida eterna ao lado do Salvador, o unigênito do Pai. O carvalho é uma árvore viçosa por apresentar inúmeras características capazes de lhe distinguir das demais árvores, tais como: – A altura. O carvalho atinge grandes alturas, até 40 metros, de modo que seus galhos  emolduram uma bela paisagem no céu. O crente por sua vez, “cresce de fé em fé”, diz Paulo, chegando a atingir a “estatura de varão perfeito”, de modo que passa a andar com Cristo “nas regiões celestiais”. É necessário que cada um cristão cresça na graça e na sabedoria de Deus; – A qualidade da madeira – o carvalho é conhecido por ser uma madeira de lei, muito forte que tem grandes utilidades. A Bíblia diz que os “amorreus eram fortes como carvalhos” (Amós 2.9). O crente como um carvalho jamais pode se mostrar frouxo na hora da luta, da adversidade e das batalhas da vida. Se há confiança na pessoa de Cristo, então é preciso vencer a luta, a adversidade e as intempéries da vida: “Aquele,pois, que cuida estar em pé, olhe que não caia. Não veio sobre vós tentação senão humana; mas fiel é Deus, que vos não deixará tentar acima do que podeis; antes, com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar” (1 Co 10.12,13). Por ser uma árvore que vive muitos anos, alguns carvalhos da Palestina tem estado solitários em algum ponto geográfico. O cristão não vive solitário, mas em harmonia com os demais membros do corpo de Cristo, procurando através do bom relacionamento fazer um grande trabalho para Deus. O cristão, mas que tudo precisa aprender a trabalhar para Deus em conjunto com seu irmão de fé. Abraão gostava de acampar junto aos carvalhos de Manre. Manre significa em hebraico força. O cristão deve andar na força do Senhor nosso Deus e lutar com a força que o Senhor Jesus Cristo lhe concedeu. Você deve com frequência glorificar a Deus pela sua vida, por você está de pé até hoje, firme na fé e andando na força do Senhor. Jacó, neto de Abraão, acampou junto aos carvalhos de Siquém. Ele ergueu um altar de adoração a Deus (Gn 35.4). Ali Jacó fez um concerto com Deus; Com isso o Senhor lhe renovou o ânimo e a vida espiritual; aboliu a idolatria e acabou com os adornos de ouro que só serviam para deixar o povo orgulhoso ao ostentarem em luxúria. Percebe-se pelo teu testemunho que estás mais edificado e sólido na fé para enfrentar este ano e os demais que virão pela frente. Nota-se também que há em você uma renovação e um duplo ânimo. Continue assim. Tu és belo como os carvalhos de Basã e de Manre. Jacó sepultou Débora, a ama de Rebeca, sua mãe, debaixo de um carvalho em Betel, cujo nome ele deu de Alom-Bacute (em hebraico, carvalho de lágrimas). Lugar de transformação, pois, Jacó (hb, enganador), teve seu nome trocado para Israel (aquele que luta com Deus). A partir dali Jacó tornou-se um outro homem. Permita Deus lhe transformar ao ler esta mensagem. Há! Se o cristão alcançasse essa dádiva! Ou seja, ser a cada dia transformado pelo poder de Deus? Certamente, a igreja seria outra. Moisés teve experiências marcantes nas cercanias de Basã, que formava uma região com 60 cidades fortemente edificadas, com altos muros, portas e ferrolhos, além de outras muitas cidades sem muros (Dt 3.5). Moisés venceu as batalhas que travou com aqueles reis. E tu meu amigo e irmão, tens triunfado e vencido todas as batalhas espirituais? Saiba que só estará tudo belo e forte como o carvalho se o nosso testemunho for bom e aprazível aos olhos do Senhor. Basã era famosa pelo seu gado, suas ovelhas e por seus carvalhos: ”E contra todos os cedros do Líbano, altos e sublimes; e contra todos os carvalhos de Basã” (Is 2.13). Basã tinha solo fértil. Ali habitavam os gigantes Zesereus, Maacateus. Tu também és grande igreja, pois nestes 38 anos tu se tornastes gigante perante muitas que se levantaram depois de ti. Tu és grande porque o teu Deus tem habitado poderosamente em ti. São 38 anos de crescimento e poder de Deus. Por isso te digo, mais uma vez Parabéns! Tu és como os touros de Basã: fortes e valentes (Salmos 22.12). Quero como pastor e amigo lhe desejar tudo de bom neste dia abençoado e alegre. Seja forte como os carvalhos de Manre.

Não basta a tigela ser nova, tem que ter sal

“E ele disse: Trazei-me uma tigela nova e ponde nela sal. E lha trouxeram. Então, saiu ele ao manancial das águas e deitou sal nele; e disse: assim diz o SENHOR: sararei estas águas; não haverá mais nelas morte nem esterilidade” (2 aos Reis 2.20,21).

Quantas pessoas não conseguem se desvencilhar com facilidade de seus problemas. Estes passam anos e anos acompanhando a trajetória de vida trazendo sempre dificuldades, “nós atados” em várias áreas da vida. O povo de Israel tinha um manancial de águas e no entanto ninguém se atrevia a orar a Deus e pedir-lhe para ele tirar o estado salobro da água. Com isso elas eram desagradável ao paladar por ter em dissolução certos sais que lhe davam um gosto repugnante, alem de apresentar esterelidade e morte aos seres que dela dependiam para viverem. Tigela Nova com Sal fala de coisas novas, de bênçãos novas, comportamento novo, unção nova, poder novo, união nova, mudança de rumo e, também, pedido de perdão e acerto na vida espiritual com Deus o Senhor que Sara, Jeová Rafá, o Senhor que provê, Jeová Jireh. Quando entramos em comunhão com nosso irmão e com Deus, pedindo a ambos perdão o Senhor muda o gosto da nossa vida de amargo para doce, de ruim para bom, de amaldiçoado para abençoado, oh, glória!. A família tem sido alvo frequente das potestades infernais, pois o inimigo usando suas potencialidades, infiltradas na mais alta escala hierárquica de diversas instituições sérias de nosso País, que se acham absolutamente capazes de impor suas ideias e pensamentos afinados com Satanás, lutam para criar mecanismos para desestruturar a família, que é projeto exclusivamente do Deus vivo, porque não dizer: Tigela nova, com sal, no meio de um mundo corrompido e sem rumo fará a diferença, porém, eu e você precisamos assumir esta responsabilidade. Não basta sermos tijelas novas(crentes em Jesus Cristo somente), temos que ser algo mais: salvos em Cristo, compromissados com o Reino de Deus, o Senhor que Sara, que provê todas as coisas. O mundo está deteriorado porque não assumimos o que somos: “vós sóis o sal da terra, vós sois a luz do mundo”, disse Jesus a respeito de nós, sua verdadeira igreja na terra. Deus quer mudar nossos pensamentos, nos ensinar a pensar em coisas grandes, coisas nobres que servem para a edificação e crescimento da graça e do poder dentro de cada um de seu filhos, que são servos do senhor Jesus Cristo, o verdadeiro autor e consumador de nossa fé. Deus tem pensamentos diferentes para todos nós, inclusive para a família. Ele tem algo novo para a minha e a sua família e esse algo novo é a Tigela Nova com Sal, ou seja, Ele espera que cada um viva em santidade, onde o caráter cristão possa fazer a diferença diante de um comportamento corrompido e podre de uma sociedade egoísta que só pensa nas coisas que são terrenas e não almejam o reino celestial. Tigela Nova com Sal fala também de mudanças e muito mais, de transformação, principalmente do homem interior, passando este a produzir o fruto do Espírito: “…caridade, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão e temperança” (Gálatas 5.22). Deus sempre admoestou o seu povo a viver em pureza da alma e tudo começa com o pedido de perdão. O perdão precisa ser desenvolvido com amor, coragem e arrependimento, de modo que o ofendido deve, acima de tudo, procurar o ofensor e lhe oferecer o ombro, seu coração e seu amor para que haja reconciliação e o verdadeiro perdão seja consumado entre ambos e o Espírito Santo volte a operar no seio da igreja. Não é isso que acontece, geralmente o pseudoofendido, sai murmurando e divulgando inverdades e denegrindo a imagem daquele que ele mesmo ofendeu, com isso, se afasta cada vez mais do poço da reconciliação e vai perdendo as bençãos espirituais. O manancial de sua vida fica cada vez mais salobre e precisa de tigela nova com sal.

Prova de fogo

“Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a destra da minha justiça. Eis que, envergonhados e confundidos serão todos os que se indignaram contra ti; tornar-se-ão em nada, e os que contenderem contigo, perecerão” (Isaías 41:10-11).

O meu ministério sempre foi marcado por provações. Lutas vêm e lutas se vão, mas o Senhor em nenhum momento me abandonou. Aprendi ao longo dos anos que não devemos segurar nas mãos de Deus. Muitos que assim fizeram a largaram nas horas da prova de fogo, todavia, aqueles que deixaram Deus segurar suas mãos, mesmo na fornalha de fogo ardente não desanimaram e nem deixaram o Senhor Jesus Cristo, porque suas vidas estavam escondidas em Deus e Ele mesmo é quem segura nossas mãos. O Senhor Jesus disse certa vez: “Todo o que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora” (João 6.37). Permita Deus segurar em suas mãos. Quase apanhei um dia dentro do ônibus. Estava subindo o coletivo quando um rapaz a minha frente pulou do segundo degrau e correu, então percebi pelos gritos do rapaz que estava à minha frente que ele havia roubado a sua carteira. No meio daquele tumulto, já estava no primeiro degrau e um outro rapaz segurava a minha carteira, então foi ai que lhe disse com a voz bem alta: o sangue de Jesus Cristo tem poder, larga! O moço largou a carteira e saiu corrento. Uma senhora que viu tudo procurou inflamar as pessoas que estavam ali atrás para se revoltarem contra mim, porque não dei um chute no rapaz, mas o repreendi. Enquanto o ônibus se deslocava pude dizê-la que muitas coisas não são resolvidas com violência, mas com a autoridade das palavras. As palavras têm poder ainda mais quando usamos o nome de Jesus. Não devemos usar o nome de Jesus em vão, mas devemos usar o nome de Cristo sempre que orarmos, intercedermos ou clamarmos nas horas de angústias e dor. O próprio Jesus nos motiva a usar o seu nome: “… Na verdade, na verdade vos digo que tudo quanto pedirdes a meu Pai, em meu nome, ele vo-lo há de dar. Até agora, nada pedistes em meu nome, pedi e recebereis, para que a vossa alegria se cumpra” (João 6.23,24). O nome de Jesus é proteção para as nossas vidas, mesmo estando nós dormindo. Certa vez em sai da UERJ, Universidade Estdual do Rio de Janeiro para a minha casa. Eram aproximadamente 22:50h, e o trajeto para a Vicente de Carvalho, contemplava o lindo bairro da Mangueira, Tuiuiti, Telégrafos, etc. Eu sempre que saia da Faculdade orava ao Senhor e no nome de Jesus lhe pedia proteção. Pois bem, acordei certa vez, com o ônibus em pavorosa. O mesmo estava parado numa pequena praça ali próximo dos Telégrafos, depois da saida da Mangueira. Acordei com o alvoroço. – você tem corpo fechado? Dizia o motorista para mim. – não respondi-lhe. O que ouve, porque o ônibus parou. Antes que ele respondesse percebi que o veículo havia sido assaltado. Havia na frente do ônibus uma viatura da policia e alguns passageiros conversavam com eles. – o motorista disse-me: o ônibus foi assaltado e um dos bandidos ficou uns cinco minutos com a arma apontada para a sua cabeça e o outro mandando ele tirar o seu relógio e apanhar sua mochila, mas ele ficou intacto sem fazer nada e ai acabaram saindo e foram embora. Estava sentado bem atrás da cadeira do motorista e aproveitei para dizer a todos que estavam em minha volta que não tinha o corpo fechado, mas blindado com o sangue de Cristo que durante a prova de fogo ele sempre me garantiu a vitória. Sou crente em Jesus Cristo, completei. E todos ficaram admirados, pois nada levaram de mim. Poucos minutos depois o veículo seguiu o seu destino, e, glorifiquei mais uma vez o nome de Jesus. A Bíblia diz que “Jesus é o mesmo ontem, hoje e eternamente” (Hb 13.8). A prova disse é que a sua igreja sobrevive em meio a grandes tribulações. Lembro-me nos meus primeiros anos de casado que, um dia chegando do trabalho a minha esposa estava chorando. Eu particularmente nunca tinha visto ela chorar daquela maneira. Ele estava com uma forte hemorragia e disse assim que eu a abracei: – estou perdendo o nosso filho, a doutora que me atendeu fez um procedimento que não deveria fazer. Havia orientado-a que estava grávida, porém e mesmo assim ela não desistiu de sua idéia, alegando que não tinha “bola de cristal”. Eu mais que de pressa lhe disse: troque de roupas para irmos ao hospital. – não, disse ela. Gostaria que você orasse primeiro. Ali mesmo junto à cama dobramos os nossos joelhos e por algumas horas estivemos ali pedindo a bênção no nome de Jesus. Em nossa oração diziamos: Senhor é o nosso primeiro filho, não deixa que o inimigo seja vitorioso nessa batalha, mas nos concede a vitoria no nome de Jesus. Horas depois nos levantamos. Minha esposa foi ao banheiro, tomou um banho e me disse alegre: – a hemorragia parou. Não estou sentindo mais dores. – gloria a Deus, exclamei. O nome de Jesus tem poder. Ele é o mesmo e é ele quem opera tanto o querer como o efetuar. Trata-se de um milagre. No outro dia a levei ao hospital. E mais uma vez glorificamos a Deus, pois a pediatra disse para nós que a criança estava bem.Tão bem que nove meses depois a minha esposa deu à luz um lindo menino, o nosso primogênito, hoje casado, pastor junto comigo na obra e que, em junho deste ano (2013) irá ser pai, juntamente com sua esposa Sara. A prova de fogo não acantece somente quando estamos nos momentos áureos da fé, mas, também, quando o desânimo se apodera de nós. É nesta hora que o verdadeiro cristão deve buscar nas Escrituras o alento, porque ela mesmo é quem diz: “… tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai” (Fp 4.8). Tudo que fizermos devemos fazer em nome de Jesus. “E, quanto fizerdes por palavras ou por obras, fazei tudo em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai” (1 Cl 3.17)… Queridos o nome de Jesus é grande e tem poder nos céus e na terra. Desde o dia em que avistei o farol, a luz, ou seja, desde o dia em que vi a luz do mundo, Jesus Cristo, e num lampejo só ele se revelou a mim e o aceitei como Senhor e Salvador, minha vida tem sido um milagre constante. Muitas coisas poderia relatar aqui neste livro, mas a minha ansiedade de vê-lo imediatamente nas mãos de pessoas que necessitam destas palavras, me levam a finalizá-lo e desejar a todos uma boa leitura, e que o Espírito Santo possa dar a todos que nele meditarem, ricas e gloriosas bênçãos. Com o carinho todo especial do autor, pastor Orcélio, servo do Deus Altíssimo.

Esse relato é comovente e edificante. Caso o amigo e irmão deseje ler todo ele na íntegra e saber como foi os detalhes da vitória, e como foi que Deus agiu para me ajudar é só adquirir o livro Avistei o Farol. Entre em contato comigo pelos telefones (61) 9551-9827 (claro) ou (61) 8195-1942 (TIM) e ainda (61) 3242-4456, email orcelio.orcelio@gmail.com e farei o possível para que o livro chegue as suas mãos, uma vez que você não o encontrará, ainda, nas principais livrarias nacionais.

Não basta somente ter a trombeta, é preciso também saber tocá-la

“Porque, se a trombeta der sonido incerto, quem se preparará para a batalha” (1 Coríntios 14.8).

Outro dia ouvi o som musical sendo tirado por alguém que tocava seu instrumento de sopro debaixo de umas árvores. Apurei o ouvido e percebi que se tratava de um jovem que estava sentado em um banco de cimento e com o seu trompete ensaiava alguns toques específicos do meio militar, sons tocados nos quartéis e unidades militares. Ele, exaustivamente procurava se exercitar e fazia lembrar-me dos meus tempos de marinheiro, quando na hora da instrução tinha que executar os movimentos ao toque do corneteiro. As fazer um rápido juízo do fato percebo que não parece fácil conseguir externar essas notas musicais, todavia, a conclusão que chego é que aquele moço estava mais habilidoso do que no mês passado quando o vi pela primeira vez. Sua persistência e a continuidade do exercício estavam deixando-o mais preparado e com uma embocadura capaz de tirar vários sons de modo a fazê-lo sentir-se mais seguro com seu instrumento. Paulo ao fazer referência à trombeta ele tinha em mente o chofar que era usado pelo povo de Israel para chamar o povo a uma concentração, ou alertá-lo de algum perigo inimigo. O chofar era usado para “alertar” os soldados ou grupos de pessoas; e o seu uso para propósitos militares visava fazer comunicações importantes. Podia notificar os soldados que avançassem ou recuassem. Uma batalha poderia ser ganha ou perdida, se o chofar não fosse tocado no momento certo. Se o chofar desse um toque errado os soldados certamente executariam um movimento errado e poderia facilmente perderem uma batalha. Portanto, até mesmo esse instrumento sem vida precisaria ser tocado corretamente, a tropa e os soldados iriam interpretar o som claramente. Outro tanto se verifica no caso dos dons espirituais. Servem eles para dirigir, para advertir, para conciliar. Em caso contrário, os cristãos na igreja se vêem imersos em confusão. E o dom de línguas, sem o acompanhamento da interpretação, é como uma trombeta que emite uma ordem incerta, incompreensível. Se diversos instrumentos destituídos de vida podem levar os homens a compreenderem certas atitudes e sentimentos, reagindo conforme os sons emitidos, ou compreender uma ordem emitida por eles, em ocasião de batalha, então, quão mais expressivo instrumento precisa ser a voz humana, que conta com o apoio da inteligência e até mesmo de dons espirituais concedidos por Deus! Assim equipados, os crentes devem ser capazes de transmitir benefícios a seus ouvintes. Porém, se algum idioma não for compreendido pelos seus ouvintes, perde-se a compreensão da comunicação de idéias, e a voz humana se torna muito menos significativa do que o instrumento musical visto não haver transmitido pensamento ou sentimento nenhum. É preciso saber tocar corretamente o instrumento, ou seja, dá o tom correto, a fim de que os que a ouvem interpretem corretamente o toque. A igreja de Cristo está numa batalha constante e é recomendável que todos se unam e tenham propósitos. Quem não tem propósitos definidos de vida ficará para trás e o Espírito Santo não se alegra com aqueles que se distanciam uns dos outros e ignoram os projetos, o crescimento espiritual, à doutrina ministrada pelo anjo da igreja, e muitas e outras atividades realizadas. Não se conforme somente com o toque de ir à igreja aos domingos, mas apure os ouvidos e obedeça aos demais toques da trombeta, inclusive o chamado para evangelizar, ou seja, cumpra o IDE de Jesus! Lembre-se, Não basta somente ter a trombeta, é preciso também saber tocá-la.

Escolha melhor seus amigos!

“O homem de muitos amigos deve mostrar-se amigável, mas há um amigo mais chegado do que um irmão” (Provérbios 18.24).

Outro dia ouvi de um pregador uma ilustração mais ou menos assim: “nós estamos sempre rodeados de dois amigos, o amigo parteiro e o amigo coveiro”. Atentei bem para a explanação dele e percebi que havia um fundo de verdade em suas palavras. Na caminhada de fé dos cristãos, aliás, de todos nós, há sempre a presença destes dois amigos, o amigo parteiro e o amigo coveiro. Não estou aqui menosprezando nem a profissão de um, nem a de outro, apenas estou citando para embasar a minha reflexão nesta manhã. Ambos têm atividades relativamente importantes no seio de nossa sociedade e são louvados por isso. Pelo que entendi na homilia, o amigo parteiro é aquele que faz nascer os nossos sonhos, ou melhor, ajuda no nascimento de nossas idéias. Ele está presente nas horas mais difíceis de nossa vida, sempre com o coração disposto para ajudar na condução de nossas cargas, nossas lutas e tribulações. Este amigo é mais chegado que um irmão. A Bíblia orienta a mantermos perto esse tipo de irmão: “Não deixes o teu amigo, nem o amigo de teu pai, nem entres na casa de teu irmão no dia da tua adversidade, melhor é o vizinho perto do que o irmão longe” (PV 27.10). Amigo como esse não podemos ignorar sua presença nem afastá-lo de nós, pois o amigo parteiro é quem promove a nossa vitória, pois ele está sempre pronto para nos incentivar, ele ora e intercede por nós, nos defende e contribui para o nosso crescimento na fé e no conhecimento de Cristo. É bom ter amigo parteiro, pois ele ajuda na hora de darmos à luz um projeto, um sonho e um objetivo de vida. Ele está sempre pronto a sacrificar sua vida por nós, pois ele não ajuda por interesse e nem por inveja, mas por amor e desejo de nos ver sempre bem e com a alma sadia. O amigo coveiro é aquele que enterra os nossos sonhos. Ele nunca concorda com o nosso progresso, nem os nossos objetivos de vida. Ele sempre diz: isso não vai dá certo! Não aconselho a ir em frente, pois tenho exemplos de pessoas que assim fizeram e foram parar na sarjeta, na miséria! Ele não incentiva-nos a ir aos cultos, nem aos círculos de oração e muito menos às vigílias. O amigo coveiro só sabe enterrar nossa alegria, nossa paz, nossa felicidade. Ele parece não gostar de ser feliz, nem de ver alguém subindo na vida e tendo sucesso nas áreas vitais da vida. Ele é capaz de enterrar os melhores projetos que temos, que serjam na área material ou espiritual. Amigo assim é bom se afastar dele. O amigo coveiro não é o amigo ideal para o nosso relacionamento. Fuja dele, pois há amigo mais chegado que um irmão e esse é o amigo parteiro!

 

Retira o teu dinheiro da poupança

“Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim nisto, diz o SENHOR dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal até que não haja lugar suficiente para a recolherdes” (Malaquias 3:10).

No período das aplicações presenciei muitas pessoas crentes se tornarem materialistas. Por causa das aplicações muitas pessoas venderam até mesmo imóveis para aplicar o seu dinheiro. Outros viviam somente dos juros que ganhavam e muitos não se lembravam dos necessitados, dos pobres e daqueles irmãos que precisavam de constante ajuda. Quando muito, emprestavam a juros, dizendo que não podiam perder nada, pois a inflação estava marchando firme, e as coisas estavam aumentando assustadoramente. Tomei conhecimento que muitos pastores aplicavam o dinheiro da igreja e os juros obtidos aplicavam em construções e obras diversas sempre com o intuito de tornar o templo mais confortável para os irmãos, e isso, é louvável, porém, muitos nem isso faziam. Sempre que orava pedia a Deus para abrir os olhos de seus ungidos, daqueles que tinham a responsabilidade sobre o rebanho, para que eles não se iludissem com a “febre da aplicação”. Certo dia orando pelas madrugadas o Espírito Santo me disse: servo meu, amanhã retira tudo o que tu tens em poupança e guarda contigo em lugar seguro, pois irei te orientar o que deves fazer. Sinceramente achei estranha aquela visão, por que o Senhor me mandou  fazer tal ação? Que lição ele queria me dar com aquela postura? Não contei até três, fiz justamente o que Ele me mandou. No outro dia fui à Caixa Econômica e retirei tudo da conta, não deixei absolutamente nada. Cheguei até a comentar com dois irmãos da igreja sobre a visão que tive, mas eles não deram crédito, a aplicação estava rendendo muito dinheiro e não seria a hora de pensar em algo diferente que não fosse aplicar o dinheiro. Dois dias depois o Governo confiscou a poupança a nível nacional. Vi muitos pastores chorando. Alguns perderam imóveis, bens móveis, e outros bens que venderam para aplicar o dinheiro, porquanto era algo muito rentável. Do lucro que tinham jamais pensaram em dá o dízimo e isso entristeceu ao Espírito Santo. Orando em casa perguntei ao Senhor. Por que tu me avisaste para retirar o meu dinheiro da poupança? A resposta foi imediata, porque tu tens sido fiel nos dízimos e nas ofertas alçadas. Fiquei deveras preocupado com a situação de muitos pastores que sem consultarem a Deus investiram os bens da igreja. Por muitos dias fiquei ouvindo aquela voz: retira o teu dinheiro da poupança! Poucos dias depois, saindo do culto de Santa Ceia, peguei um ônibus ali no Campo de São Cristovão, próximo da igreja onde congregava. Estava com o meu primogênito no colo e a minha esposa com o segundo, também no colo. Conversávamos a cerca da mensagem daquela manhã. O pastor que ministrara usou toda a sua sabedoria para transmitir uma mensagem do coração de Deus. Estava tão contente naquela manhã que não percebi que o ônibus estava sendo assaltado por três elementos. Um ficara na porta dianteira, o outro no meio do ônibus e outro depois da roleta. O que estava no meio do coletivo parou próximo de mim, apontou a arma e mandou que eu passasse o relógio e a carteira, e a minha esposa passasse o relógio. Fiquei olhando para ele, o revólver estava bem próximo da cabeça do menino que estava no meu colo. Eu disse para aquele indivíduo: – você não pode levar nada que é meu, pois tudo quem me deu foi Jesus. O indivíduo que estava na porta, junto ao motorista disse: – queima esse crente, dá um tiro na cabeça dele, rápido, vamos logo…. – algumas pessoas estavam chorando e outras gritavam para eu entregar logo o que o meliante me pedia… – o clima ficou muito tenso e ele começou a tremer, o outro indivíduo gritou sujou! E ele me olhou com muito ódio, não apertou o gatilho, e desceram correndo do ônibus. Um grupo de crente me cercou, a minha esposa tremia, os meninos choravam e eu fui duramente repreendido e criticado pelos irmãos ali, infelizmente todos foram assaltados, menos eu e minha esposa. Sei que arrisquei a vida de meus filhos, a minha e de minha esposa. Acho que hoje não faria isso de novo, mas eu fiz naquele dia, não medi as consequências. Um presbítero da igreja me chamou de imprudente e me disse: – só você não foi assaltado por quê? Eu falei bem alto:  – porque eu sou dizimista! Ouve um silêncio no ônibus, depois pequenos comentários e a viagem prosseguiu. Em Vicente de Carvalho eu desci e, ai sim, é que minhas pernas vieram a tremer. Lembrei-me da cena e chorei em pensar que poderia ter provocado a morte de meus filhos, ao mesmo tempo em que glorificava ao Senhor pelo grande livramento.

Esse relato é comovente e edificante. Caso o amigo e irmão deseje ler todo ele na íntegra e saber como foi os detalhes da vitória, e como foi que Deus agiu para me ajudar é só adquirir o livro Avistei o Farol. Entre em contato comigo pelos telefones (61) 9551-9827 (claro) ou (61) 8195-1942 (TIM) e ainda (61) 3242-4456, email orcelio.orcelio@gmail.com e farei o possível para que o livro chegue as suas mãos, uma vez que você não o encontrará, ainda, nas principais livrarias nacionais.